Você já percebeu como a inteligência artificial (IA) deixou de ser um “tema do futuro” e passou a fazer parte do dia a dia em vários setores? Pois é. O novo relatório da NetDocuments sobre tendências em Legal Tech para 2025 mostra que, no mundo jurídico, isso já é uma realidade – e os escritórios que souberem se adaptar agora terão uma vantagem enorme.
Separamos os principais insights do relatório e algumas ideias sobre como os escritórios no Brasil podem aproveitar essas tendências.
1. Competências em IA vão pesar cada vez mais no recrutamento
Nos EUA, escritórios estão redefinindo cargos para incluir habilidades em IA e criando novos papéis como “Especialista em IA Generativa” e “Oficial de Ética em IA”.
E no Brasil?
Aqui, essa tendência pode começar com algo simples: investir em treinamentos internos para que advogados saibam usar ferramentas de IA (como análise de contratos, resumos automáticos e pesquisa jurídica). Escritórios que já valorizarem esse conhecimento na hora de contratar vão sair na frente.
2. “Agentes de IA” como assistentes jurídicos invisíveis
O conceito de “Agentic AI” está ganhando força: sistemas inteligentes que executam tarefas sem supervisão constante. Imagine um “paralegal virtual” que organiza documentos, faz buscas contextuais e sugere cláusulas.
Aplicação no Brasil:
Escritórios podem começar testando ferramentas com assistentes integrados, como os oferecidos pelo Microsoft 365, para facilitar a adoção e mostrar resultados rápidos sem grandes mudanças na infraestrutura.
3. Parceiros tecnológicos precisarão mostrar suas credenciais em IA
Nos EUA, clientes corporativos já exigem que escritórios e parceiros de tecnologia usem IA para entregar mais valor.
Para escritórios brasileiros:
Vale repensar as parcerias com fornecedores de tecnologia. Ferramentas que integram IA diretamente no fluxo de trabalho (e não como algo separado) vão ser mais seguras e eficazes.
4. O DMS como o novo coração da estratégia de IA
Os sistemas de gestão de documentos (DMS) evoluíram. Agora, além de armazenar arquivos, eles podem automatizar tarefas como controle de versões, compliance e até enviar alertas de renovação de contratos.
Oportunidade no Brasil:
Muitos escritórios ainda usam métodos manuais para gerenciar documentos. Investir em um DMS inteligente pode ser o primeiro passo para reduzir o retrabalho e liberar os advogados para atividades estratégicas.
5. Ética e transparência em IA serão diferenciais
Com regulamentações como o GDPR e o EU AI Act influenciando o mundo todo, a discussão sobre uso ético da IA só cresce.
No contexto brasileiro:
Escritórios podem liderar ao criar políticas claras sobre uso de IA, garantindo segurança de dados e supervisão humana nos processos automatizados. Isso passa confiança aos clientes e evita riscos futuros.
6. Modelos alternativos de cobrança estão chegando
O uso de IA está tornando algumas tarefas jurídicas mais rápidas e baratas, o que abre espaço para modelos de cobrança como taxas fixas, assinaturas e híbridos.
E no Brasil?
Em um mercado que ainda valoriza o “honorário por hora”, escritórios inovadores podem se diferenciar oferecendo planos mais previsíveis para serviços de rotina – principalmente em áreas como direito empresarial e contratos.
Em resumo: o futuro já chegou
A mensagem do relatório é clara: IA não vai substituir advogados, mas os advogados que souberem trabalhar com IA vão substituir os que não souberem. Para os escritórios brasileiros, isso é uma oportunidade de ouro para modernizar processos, entregar mais valor e até melhorar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional da equipe.
Quem começar hoje, mesmo com pequenos passos, terá muito mais chances de liderar o mercado nos próximos anos.
