Advogado de Família, Previdenciário, Trabalhista e Consumidor: Aprenda como transformar o LinkedIn em um canal de aquisição de clientes para uma advocacia voltada à pessoa física

Advogado de Família, Previdenciário, Trabalhista e Consumidor: Aprenda como transformar o LinkedIn em um canal de aquisição de clientes para uma advocacia voltada à pessoa física

Quando se fala em LinkedIn para advogados, existe uma associação quase automática com o Direito Empresarial. Parece natural imaginar um advogado de contratos produzindo conteúdo para empresários, um tributarista falando com diretores financeiros ou um trabalhista empresarial tentando alcançar profissionais de Recursos Humanos.

Para quem trabalha com pessoas físicas, a ideia de qual rede social concentrar esforços é diferente. 

  • Direito de Família? Instagram. 
  • Previdenciário? Instagram e Facebook. 
  • Direito do Consumidor? Talvez Google e Instagram. 

O LinkedIn ficaria reservado para quem vende serviços jurídicos para empresas.

Mas o que quero te mostrar é que essa ideia merece ser revista.

Você já parou para pensar que por trás do CNPJ existe um CPF? Quando esses executivos fecham o computador e voltam para casa, essas mesmas pessoas se divorciam, compram imóveis, enfrentam problemas de consumo, pensam na aposentadoria, organizam patrimônio, fazem inventários e eventualmente são demitidas.

E aqui está uma oportunidade ainda pouco explorada por advogados que atendem pessoas físicas.

Vou mostrar alguns exemplos por áreas de atuação e como deve ser seu posicionamento no Linkedin. Se eu não falei sobre sua área, deixe um comentário que te respondo como deve ser feito.

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O diretor financeiro também pode precisar de um advogado trabalhista

Imagine um diretor financeiro que trabalha há 12 anos na mesma empresa.

Nos últimos meses, algumas coisas começaram a mudar. Ele deixou de participar de determinadas reuniões, perdeu parte das responsabilidades, um novo executivo foi contratado para uma função muito próxima da sua e começaram rumores sobre uma reorganização na empresa.

Esse profissional provavelmente não abrirá o LinkedIn procurando “advogado trabalhista para empregado”.

Mas talvez pare para ler um conteúdo assim:

“Você continua diretor, mas suas responsabilidades estão desaparecendo. O que observar antes de uma possível demissão?”

O advogado continua falando sobre Direito do Trabalho para o colaborador. O que mudou foi o contexto e o perfil do cliente.

Em vez de produzir o mesmo conteúdo genérico que centenas de profissionais publicam sobre demissão, FGTS ou verbas rescisórias, ele começa a tratar de situações que fazem parte da realidade de executivos: remuneração variável, bônus, stock options, cláusulas de não concorrência, mudanças de função, desligamentos negociados e outras questões que podem surgir em relações de trabalho mais complexas.

Um advogado previdenciário não precisa falar apenas com quem está prestes a se aposentar

Algo semelhante acontece para advogados que atuam com Direito Previdenciário.

Grande parte do conteúdo produzido nessa área está concentrada no momento em que o problema já existe. A pessoa quer saber se pode se aposentar, se determinado período será considerado, por que o benefício foi negado ou quanto poderá receber.

Mas existe outra conversa possível.

Um executivo com 48, 52 ou 55 anos pode ter passado por diversas empresas, contribuído durante décadas, possuir previdência complementar e ter construído um patrimônio considerável. Para ele, aposentadoria pode ser menos uma questão de resolver uma urgência e mais uma decisão que precisa ser planejada.

Um conteúdo estratégico e que chamaria atenção desse nível de profissional seria:

“Executivos deveriam começar a planejar a aposentadoria quantos anos antes de sair do mercado?”

O conteúdo saiu de um contexto amplo sobre aposentadoria e passou a contextualizar o conhecimento para um determinado perfil de cliente.

E o LinkedIn reúne justamente milhares dessas pessoas.

O executivo que fala sobre negócios durante o dia continua tendo uma família

Direito de Família e Sucessões talvez seja um dos exemplos que mais gosto para explicar essa lógica.

Se eu abrir o Instagram, provavelmente encontrarei dezenas de advogados explicando como funciona um divórcio, quem tem direito à pensão, como acontece a partilha ou quais são os regimes de bens.

São assuntos importantes e existe demanda para eles.

Mas imagine levar a mesma área para o LinkedIn e direcionar o conteúdo para um grupo de profissionais, por exemplo:

O que acontece com as participações societárias quando um empresário se divorcia?

Como um divórcio pode afetar patrimônio construído por um executivo durante 20 anos de carreira?

Stock options entram em uma discussão patrimonial?

Como organizar a sucessão quando boa parte do patrimônio familiar está concentrada em empresas?

O que um executivo deveria considerar ao escolher um regime de bens antes do casamento?

Esse é um ponto importante porque o “executivo”, “empresário” ou “diretor financeiro” são pessoas que existem também fora das empresas.

Eles possuem famílias, patrimônio e problemas pessoais. O LinkedIn apenas nos fornece uma forma mais eficaz de chegar até eles.

Até o Advogado do Direito do Consumidor pode encontrar uma oportunidade de ouro no Linkedin

À primeira vista, o público-alvo para o Direito do Consumidor talvez pareça distante do LinkedIn.

Mas novamente eu provoco uma nova reflexão: quais problemas de consumo são mais compatíveis com o perfil de executivos?

Um profissional de alta renda também é consumidor, mas determinados problemas podem aparecer de maneiras diferentes em sua vida.

Ele compra veículos de maior valor, realiza viagens internacionais, contrata serviços premium, compra produtos de luxo e faz transações cujo impacto financeiro pode ser significativamente maior.

Isso cria possibilidades de conteúdo muito mais específicas.

Um advogado poderia explicar os cuidados jurídicos envolvidos em problemas na compra de um veículo de alto valor, conflitos relacionados a viagens internacionais ou situações envolvendo produtos e serviços de maior valor agregado.

O Direito Imobiliário também é um ótimo exemplo

Um advogado imobiliário pode produzir durante anos conteúdos sobre compra e venda de imóveis no Instagram.

Mas só atingir um público que comprou um primeiro apartamento financiado em 30 anos em algum programa do governo.

Já no Linkedin, um Fundador ou CEO pode ter comprado um imóvel de R$ 3 milhões como parte da composição patrimonial da família.

Pode ter comprado três unidades em um empreendimento como investimento.

No LinkedIn, o advogado imobiliário pode construir uma linha editorial voltada justamente para investidores, empresários e executivos interessados em imóveis de maior valor.

Nesse caso, assuntos como due diligence imobiliária, riscos contratuais, aquisição de imóveis na planta, estruturação patrimonial e cuidados antes de grandes transações começam a fazer muito mais sentido.

Talvez você esteja nichando pela variável errada

Quando falamos sobre nicho na advocacia, quase sempre começamos pela área jurídica.

Família. Trabalhista. Previdenciário. Imobiliário. Tributário.

Mas área jurídica e nicho de mercado não são necessariamente a mesma coisa.

Dois advogados podem trabalhar com Direito de Família e possuir estratégias completamente diferentes. Um pode atender predominantemente mulheres em situações de divórcio. Outro pode construir sua atuação em torno de empresários e executivos com questões familiares e patrimoniais complexas.

A disciplina jurídica é semelhante.

O mercado escolhido é diferente.

Isso significa que um advogado pode nichar sua atuação também por características econômicas, profissionais, geográficas ou comportamentais do cliente.

É justamente aqui que o LinkedIn começa a ficar interessante.

A plataforma já organiza boa parte das pessoas por profissão, cargo, setor, empresa e trajetória profissional. 

No LinkedIn você disputa menos atenção

Imagine agora dois cenários.

No primeiro, um advogado de Família entra no Instagram e começa a produzir conteúdo sobre divórcio. Ele está disputando atenção com outros milhares de advogados, além de influenciadores, entretenimento, amigos, familiares e milhares de conteúdos sobre diversos assuntos.

No segundo, outro advogado na mesma área do direito escolhe o LinkedIn e decide produzir durante seis meses sobre questões familiares e patrimoniais que afetam empresários, executivos e profissionais de alta renda.

Certamente encontre um público menor.

Mas também irá encontrar uma concorrência jurídica muito menor pela atenção daquele público.

É isso que quero dizer quando uso a expressão oceano azul neste artigo.

Não significa que o LinkedIn esteja vazio de advogados. Evidentemente não está. Também não significa que basta criar um perfil e começar a publicar para conseguir clientes.

Durante anos, aprendemos a escolher canais de marketing jurídico pensando nas características gerais de cada plataforma. Instagram para pessoas físicas. LinkedIn para empresas. Google para quem já está procurando. TikTok para audiência.

O LinkedIn é, sem dúvida, uma das plataformas mais ignoradas e subestimadas na advocacia. Mas quem sabe utilizá-lo estrategicamente pode alcançar resultados muito melhores.

Se você quer saber como posso ajudar a inserir o LinkedIn na sua estratégia de marketing jurídico, me envie uma mensagem e vamos conversar.

 

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